Angola Lidera Grupo de Trabalho na Reunião Plenária do Processo Kimberley na Índia

Angola participa na Reunião Plenária do Processo Kimberley (PK), que se iniciou na passada segunda-feira (a data exata é omitida na fonte, mas o contexto indica uma ação recente) na cidade de Nova Deli, na Índia, com uma delegação técnica de alto nível. O país africano, um dos principais produtores mundiais de diamantes, tem um papel de destaque no evento, presidindo ao Grupo de Trabalho sobre Monitoria e Implementação (WGM) do PK. A participação visa reforçar o compromisso de Angola com a certificação de diamantes, garantindo que as pedras angolanas não financiam conflitos armados e promovendo a transparência e a sustentabilidade no setor extrativo.

O Papel de Angola no Processo Kimberley

A presença de Angola na Plenária do Processo Kimberley (PK) é significativa, dada a sua importância global na extração de diamantes e o seu histórico de conflito.

Liderança no Grupo de Monitoria e Implementação

Angola preside atualmente ao Grupo de Trabalho sobre Monitoria e Implementação (WGM) do PK. Esta responsabilidade coloca o país no centro das discussões de certificação e fiscalização global de diamantes. O WGM é responsável por supervisionar a aplicação e o cumprimento das regras e procedimentos do PK pelos países participantes. A liderança angolana neste grupo reflete o reconhecimento internacional dos progressos feitos pelo país no combate aos diamantes de sangue e na reforma do seu setor de mineração.

Objetivos da Delegação Angolana

A delegação angolana, composta por representantes da Empresa Nacional de Diamantes (ENDIAMA) e de outros órgãos do Governo com responsabilidades no setor, tem como principal objetivo:

  • Reforçar o Certificado PK: Garantir a credibilidade e integridade do Certificado do Processo Kimberley emitido para os diamantes angolanos.
  • Promover a Transparência: Apresentar os avanços regulamentares e as medidas de boa governação implementadas no setor diamantífero angolano.
  • Contribuir para a Reforma: Participar ativamente nas discussões de certificação em curso para modernizar e tornar o PK mais eficaz face aos desafios atuais, como as questões ambientais e de direitos humanos.

Contexto Global da Certificação de Diamantes

O Processo Kimberley é um regime internacional de certificação de diamantes criado em 2003, após o apelo da África do Sul e com forte apoio de Angola e outros países produtores.

O Mandato do Processo Kimberley

O mandato original do PK é prevenir que os “diamantes de conflito” (pedras preciosas em bruto usadas por movimentos rebeldes para financiar guerras contra governos legítimos) entrem no mercado mainstream. Atualmente, o PK conta com 59 membros que representam 85 países e cobrem cerca de 99,8% da produção mundial de diamantes em bruto.

A participação de Angola é um caso de sucesso histórico. O país foi um dos pioneiros na aplicação das medidas do PK após o fim da sua guerra civil, onde os diamantes alimentaram o conflito. A sua atual liderança no WGM simboliza a transição de um “diamante de conflito” para um “diamante de desenvolvimento”.

A Necessidade de Reforma (Discussions of Certification)

A Plenária de Nova Deli é crucial, pois debate-se a necessidade de reformar a definição de “diamantes de conflito”. Organizações da sociedade civil e alguns países argumentam que a definição deve ser alargada para incluir as violações graves dos direitos humanos e as preocupações ambientais associadas à extração. As discussões de certificação neste sentido são fundamentais para garantir que o Processo Kimberley se mantém relevante e eficaz.

Conclusão e Perspectivas para o Setor Angolano

A participação ativa de Angola e a sua liderança no Grupo de Trabalho sobre Monitoria e Implementação do Processo Kimberley sublinham o seu compromisso com a certificação de diamantes éticos e transparentes. O desfecho das negociações na Plenária, especialmente sobre a reforma da definição de “diamantes de conflito”, terá impacto direto na forma como os diamantes angolanos são comercializados globalmente.

Ao reforçar o seu papel de garante no PK, Angola posiciona-se como um ator-chave na boa governação do setor de diamantes. O sucesso do país em manter a integridade do seu certificado é crucial para atrair mais investimento estrangeiro e solidificar a sua reputação de fornecedor seguro e ético no mercado internacional.

❓ Perguntas Frequentes (FAQ) sobre o Processo Kimberley e Angola

PerguntaResposta
1. O que é o Processo Kimberley (PK)?O Processo Kimberley é um regime internacional de certificação de diamantes brutos criado para prevenir que os “diamantes de conflito” financiem guerras.
2. Onde está a decorrer a Reunião Plenária do PK?A Reunião Plenária do Processo Kimberley está a decorrer na cidade de Nova Deli, na Índia, país que preside o PK no ano em curso.
3. Qual é o papel atual de Angola no PK?Angola preside ao Grupo de Trabalho sobre Monitoria e Implementação (WGM) do Processo Kimberley, supervisionando o cumprimento das regras pelos membros.
4. O que são “diamantes de conflito”?São pedras preciosas em bruto usadas por movimentos rebeldes ou fações para financiar conflitos armados contra governos legítimos, como aconteceu em Angola no passado.
5. Por que Angola é considerada um caso de sucesso no PK?Angola, após o fim da guerra civil, implementou com sucesso o Processo Kimberley, transformando-se de um país associado a diamantes de conflito em um líder na certificação de diamantes éticos.
6. O que se debate nas discussões de certificação do PK?Os debates atuais incluem a modernização e a possível ampliação da definição de “diamantes de conflito” para incluir questões de direitos humanos e ambientais.
7. Qual é a importância do Certificado PK para os diamantes angolanos?O Certificado do Processo Kimberley garante aos compradores internacionais que os diamantes angolanos são legítimos e não contribuem para o financiamento de conflitos, garantindo o seu acesso ao mercado.
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