Igreja do Reino de Deus participa em auscultação pública sobre o OGE 2026 na Assembleia Nacional

A Igreja do Reino de Deus em Angola, representada pelo seu líder espiritual, Bispo Alberto Segunda, participa nesta quarta-feira (21 de novembro de 2025) na Assembleia Nacional durante a sessão de auscultação pública realizada pela 7.ª Comissão parlamentar, no âmbito do processo de análise e aprovação do Orçamento Geral do Estado (OGE) 2026.

A presença da Igreja do Reino de Deus na auscultação pública do OGE 2026, promovida pela Assembleia Nacional, reforça o engajamento da sociedade civil no debate sobre políticas públicas. A instituição, por meio de seu líder espiritual, apresentou propostas, críticas e contribuições para a construção de um orçamento mais alinhado ao desenvolvimento social de Angola.

Participação institucional

A Igreja do Reino de Deus em Angola (IRDA), representada pelo Bispo Alberto Segunda, foi convidada a contribuir na sessão de auscultação pública organizada pela Assembleia Nacional no âmbito da elaboração e aprovação do OGE 2026. A participação acontece no parlamento angolano, reunindo diversos parceiros sociais do Estado para debater o orçamento que orientará os investimentos públicos no próximo ano.

A auscultação é promovida pela 7.ª Comissão da Assembleia Nacional, responsável por supervisionar e recolher recomendações sobre a proposta orçamentária. A IRDA formulou suas análises e sugestões, demonstrando interesse em influenciar políticas públicas em áreas que afetam diretamente os cidadãos.

Compromisso com o desenvolvimento e diálogo institucional

A presença da IRDA na Assembleia Nacional foi interpretada por seus membros como um sinal de responsabilidade social e compromisso institucional. Ao levar sua voz ao processo orçamentário, a igreja mostra que considera fundamental o envolvimento da sociedade civil na definição das prioridades de Estado.

Segundo a nota divulgada, a participação da igreja não é apenas simbólica: ela pretende contribuir ativamente para moldar decisões sobre investimentos públicos, destacando a importância de garantir que o Orçamento Geral do Estado reflita necessidades reais da população angolana.

Contexto do OGE 2026

A proposta do OGE 2026 estima receitas e despesas de 33,2 biliões de kwanzas, segundo informações do governo. :contentReference[oaicite:0]{index=0}
Comparado ao OGE de 2025, esse valor representa uma queda de cerca de 4,1%. :contentReference[oaicite:1]{index=1}

O orçamento foi calculado com base num preço do petróleo de US$ 61 por barril e uma produção de 1,05 milhão de barris por dia, de acordo com o Executivo angolano. :contentReference[oaicite:2]{index=2}
Além disso, a proposta já foi aprovada na generalidade pela Assembleia com 118 votos a favor, 66 contra e 2 abstenções. :contentReference[oaicite:3]{index=3}

Desafios fiscais e impacto da dívida

Analistas apontam que o peso da dívida pública continua sendo um dos grandes obstáculos para o OGE 2026. Estima-se que 46% do orçamento será usado para serviço da dívida, segundo dados divulgados pela Ministra das Finanças, Vera Daves de Sousa. :contentReference[oaicite:4]{index=4}
Esse montante (cerca de Kz 15,2 biliões) será destinado ao pagamento de amortizações e juros, o que limita a margem para investimentos sociais. :contentReference[oaicite:5]{index=5}

Em paralelo, a proposta destinou 243 mil milhões de kwanzas à Comissão Nacional Eleitoral (CNE) para 2026, cifra significativamente maior do que a prevista no orçamento atual, segundo o documento orçamentário. :contentReference[oaicite:6]{index=6}
Esse fato chamou a atenção de observadores por ocorrer num ano pré-eleitoral, o que reforça a relevância política das escolhas orçamentais.

Conclusão

A participação da Igreja do Reino de Deus no processo de auscultação do OGE 2026 reforça o papel da sociedade civil no debate orçamentário em Angola. Com a proposta orçamentária já aprovada na generalidade, o país enfrenta ainda grandes escolhas: como equilibrar o elevado serviço da dívida, os investimentos sociais e as prioridades institucionais num quadro fiscal apertado. Nos próximos meses, as discussões parlamentares e as contribuições de entidades como a IRDA poderão moldar as versões finais do orçamento e seu impacto no desenvolvimento nacional.

FAQ

  1. O que é a auscultação pública do OGE 2026?
    É uma fase do processo legislativo na Assembleia Nacional em que parceiros sociais (como igrejas, ONGs e outras entidades) são convidados a apresentar sugestões para a proposta do Orçamento Geral do Estado.
  2. Por que a Igreja do Reino de Deus participa dessa audiência?
    A IRDA quer contribuir com análises e propostas que possam influenciar o orçamento na direção de políticas mais inclusivas e sociais.
  3. Quanto será o Orçamento Geral do Estado para 2026?
    A proposta estima receitas e despesas em 33,2 biliões de kwanzas. :contentReference[oaicite:7]{index=7}
  4. Quais são os principais riscos orçamentais apontados por analistas?
    Um dos principais riscos é o elevado serviço da dívida, que consome quase metade do orçamento. :contentReference[oaicite:8]{index=8}
  5. Quanto do orçamento vai para a Comissão Nacional Eleitoral (CNE)?
    A proposta reserva 243 mil milhões de kwanzas para a CNE, uma verba altamente superior à de 2025. :contentReference[oaicite:9]{index=9}
  6. Como foi aprovada a proposta do OGE 2026 na Assembleia Nacional?
    A proposta foi aprovada na generalidade com 118 votos a favor, 66 contra e 2 abstenções. :contentReference[oaicite:10]{index=10}
  7. Quais os próximos passos após a auscultação pública?
    Após a auscultação, a Assembleia Nacional continuará as deliberações, poderá incorporar recomendações das entidades consultadas e depois votar o orçamento em plenário para aprovação final.

Visited 1 times, 1 visit(s) today

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *