LUANDA – Angola assinala hoje, 8 de Janeiro de 2026, o Dia da Cultura Nacional, uma efeméride dedicada à exaltação das raízes históricas e das diversas manifestações que definem a identidade do povo angolano. A data, instituída em homenagem ao discurso do primeiro Presidente de Angola, António Agostinho Neto, proferido em 1979 na União dos Escritores Angolanos, serve como um momento de reflexão sobre o papel da cultura angolana no desenvolvimento socioeconómico e na coesão da unidade nacional.
A Riqueza da Diversidade e Legado Histórico
A celebração deste ano destaca a necessidade de equilibrar a preservação dos costumes ancestrais com a modernidade. A cultura angolana é reconhecida internacionalmente pela sua vibrante pluralidade, que se manifesta através de línguas nacionais, rituais tradicionais, gastronomia típica e uma vasta produção artesanal.
Do norte ao sul do país, as expressões variam entre o batuque e as máscaras do povo Cokwe até à modernidade urbana do Kuduro. Segundo especialistas, esta diversidade não é apenas um património espiritual, mas um ativo estratégico para o turismo e para a economia criativa, sectores que têm ganhado relevo nas políticas públicas recentes.
O Papel das Artes e da Economia Criativa
O Executivo angolano tem reforçado o investimento em infraestruturas culturais e na formação de jovens artistas. A música, com géneros como o Semba e a Kizomba, continua a ser o maior veículo de exportação da cultura angolana, atingindo palcos globais e influenciando novas tendências internacionais.

Desafios da Modernidade e Globalização
Apesar do crescimento, o sector enfrenta desafios significativos, como a pirataria intelectual, a escassez de salas de espetáculos em províncias periféricas e a necessidade de uma maior digitalização do acervo histórico angolano.







