O Real Madrid oficializou, nesta segunda-feira (12 de janeiro de 2026), a saída de Xabi Alonso do cargo de treinador do Real Madrid. A decisão ocorre apenas sete meses após a sua contratação e um dia depois da derrota da equipa frente ao FC Barcelona na final da Supercopa da Espanha, disputada na Arábia Saudita. O desfecho marca o fim prematuro de um ciclo que gerou altas expectativas no clube merengue.
O Impacto da Derrota na Arábia Saudita
A saída de Xabi Alonso foi precipitada pelo desempenho da equipa no “El Clásico” realizado em Riade. A perda do título para o maior rival, aliada a uma exibição considerada aquém dos padrões do clube, levou a direção liderada por Florentino Pérez a antecipar o fim do vínculo.
Segundo fontes próximas ao clube, a instabilidade tática demonstrada nos últimos jogos da La Liga também pesou na decisão. O Real Madrid, que historicamente exige resultados imediatos, viu na derrota na Supercopa o “ponto de rutura” para a gestão do técnico espanhol.
Um Ciclo de Sete Meses no Santiago Bernabéu
Xabi Alonso chegou ao Real Madrid com o estatuto de um dos técnicos mais promissores da Europa, após uma passagem histórica pelo Bayer Leverkusen. No entanto, o seu percurso como treinador do Real Madrid durou apenas 210 dias.
Neste período, Alonso enfrentou o desafio de gerir um balneário repleto de estrelas e a pressão constante da imprensa espanhola. Estatísticas da FIFA e da UEFA indicam que a rotatividade de treinadores em clubes de elite aumentou 15% na última década, refletindo a baixa tolerância a sequências de resultados negativos em competições de curto prazo.







