Uma tragédia abalou o sistema educacional sul-africano esta semana. Uma jovem estudante perdeu a vida após cometer suicídio, na sequência da divulgação dos resultados dos exames nacionais da 12.ª classe, conhecidos localmente como “Matric”. O incidente, ocorrido numa comunidade onde predomina a língua siSwati, gerou uma onda de comoção nacional e trouxe à tona a discussão sobre a extrema pressão psicológica a que os jovens estão submetidos durante a fase de avaliação escolar.
A pressão fatal dos exames finais
De acordo com relatos da imprensa local e confirmação das autoridades, a estudante entrou em estado de choque e desespero profundo ao confirmar que não havia obtido aprovação nos exames finais do ensino secundário. O desfecho trágico ocorreu pouco tempo após a consulta dos resultados, deixando familiares, colegas de turma e o corpo docente da sua escola consternados.
Na África do Sul, tal como em Angola, o exame de conclusão do ensino médio é visto socialmente como o momento determinante para o futuro profissional e académico do jovem. A reprovação é frequentemente estigmatizada, gerando sentimentos de vergonha e fracasso que, sem o devido acompanhamento, podem ter consequências fatais.
Alerta vermelho para a Saúde Mental nas escolas
O Departamento de Educação da África do Sul reagiu com pesar ao incidente, emitindo um comunicado onde apela à vigilância emocional redobrada por parte de pais e educadores. As autoridades sublinham que o desempenho académico, embora importante, não deve ser o único medidor de valor de um jovem, nem transformar-se num fator de sofrimento extremo.







